Olá, moxileiros!
A gente passou 21 dias no Japão 🇯🇵 e, desde que voltou, não teve uma semana sem alguém mandando mensagem perguntando a mesma coisa: por onde começar, quantos dias ficar, se precisa saber japonês, se o JR Pass compensa. Então resolvi sentar e escrever de uma vez tudo o que eu falo nessas conversas.
Este post reúne os 15 conselhos que eu dou pra quem vai pela primeira vez, na ordem em que as dúvidas costumam aparecer. Não é um roteiro dia a dia, é o que você precisa entender antes de montar o seu. E já adianto o resumo de tudo: o Japão é bem mais fácil do que parece de longe.
➡️ Clique aqui para entrar em nosso grupo gratuito de WhatsApp com dicas, passagens e mais! ✈️
1. Você Não Precisa Saber Japonês

O torii da entrada do Meiji Jingu, em Tóquio. Foi o nosso primeiro santuário na viagem. ⛩️
Essa é a dúvida número um e a que menos deveria preocupar. Dá pra viajar o Japão inteiro sabendo três palavras:
- Sumimassen (すみません), que é "com licença" e também "desculpa". É a palavra mais útil do país, serve pra chamar o garçom, pedir passagem no trem e se desculpar por qualquer coisa.
- Arigatô gozaimasu (ありがとうございます), o "obrigada" formal. O gozaimasu no fim é o que deixa educado.
- Onegaishimasu (お願いします), o "por favor". Você aponta pro que quer no cardápio e diz isso, e está resolvido.
O resto o Google Tradutor resolve. A função de câmera lê o cardápio inteiro em tempo real, e é o que a gente mais usou em restaurante e em farmácia. Baixe o pacote de japonês pra usar offline antes de embarcar, porque na hora que você mais precisa costuma ser justo onde o sinal está ruim.
E tem uma coisa que ninguém te conta. A maioria dos japoneses também não fala inglês, e isso tira toda a pressão. Ninguém está te julgando pelo seu inglês, porque a conversa vai acontecer por gesto, tradutor e boa vontade dos dois lados de qualquer jeito, e funciona.
2. Quanto Pagar na Passagem Aérea

Japão de manhã cedo, antes da cidade acordar. Vale acordar junto. 🌅
É o maior gasto da viagem e o que mais varia, então vale ter uma régua na cabeça. Pela nossa experiência e pelo que a gente vê circulando no grupo:
- Até R$ 6.000 ida e volta saindo do Brasil já é um preço bom, é hora de comprar.
- Até R$ 7.000 ainda vale, principalmente em alta temporada.
- Acima disso, espere. Promoção pro Japão aparece com frequência.
O jeito de não perder é deixar alerta de preço no Google Flights na rota que você quer, e deixar a data flexível (a ferramenta mostra o calendário do mês inteiro com o preço de cada dia). As companhias mais elogiadas por quem viajou com a gente foram Emirates, Qatar, Turkish e a japonesa JAL.
Vale considerar comprar os trechos separados e voltar por outra cidade, que economiza tempo e às vezes dinheiro. Você entra por Tóquio (Narita ou Haneda) e volta por Osaka (Kansai), assim não precisa refazer o caminho de volta no fim da viagem. Compare sempre com o ida e volta simples, porque nem sempre compensa.
No vídeo abaixo a gente mostra como comprou passagem pro Japão por uns R$ 3.000 o trecho, sem ter milhas, usando o Viaje Fácil da Smiles.
Promoção assim aparece e some rápido, e quem tem o Guia do Japão entra no grupo VIP do Japão, onde a gente manda os alertas de passagem barata assim que eles aparecem.
✈️ QUERO O GUIA DO JAPÃO e entrar no grupo VIP com as promoções de passagem
3. Quantos Dias Ficar e Como Montar o Roteiro

O caminho pro Nanzen-ji, em Kyoto, no fim da tarde. É esse Japão silencioso que fica de fora dos roteiros curtos. 🍃
Com 10 dias você faz com calma o trio clássico de Tóquio, Kyoto e Osaka. É o roteiro que quase todo mundo faz na primeira vez, e faz sentido, porque são as três cidades mais bem servidas de transporte e as que concentram o que a pessoa imagina quando pensa em Japão.
Tem um detalhe que estraga roteiro apertado: cada troca de cidade come um período do dia. Entre arrumar mala, fazer check-out, ir pra estação, pegar o trem e fazer o check-in no próximo hotel, lá se foi uma manhã. Se você planejar cinco cidades em dez dias, vai passar metade da viagem em trânsito.
Se você tiver mais tempo, o conselho é reservar 1 ou 2 dias pra uma cidade menor fora do trio. As nossas sugestões:
- Nara, pertinho de Kyoto e Osaka, dos cervos soltos no parque e do Todai-ji, com o Buda gigante de bronze.
- Hakone, a região de montanha e onsen a pouco mais de uma hora de Tóquio, com vista pro Fuji em dia limpo.
- Kanazawa, que tem um dos jardins mais bonitos do país (o Kenrokuen) e um bairro de gueixas bem preservado, com muito menos gente que Kyoto.
- Hiroshima e Miyajima, o Parque da Paz e o torii que fica dentro da água na maré alta.
É nessas cidades que o Japão fica quieto e você entende o país. Tóquio impressiona, mas é em Kanazawa às sete da noite, com a rua vazia, que a ficha cai.
4. Trem-Bala, JR Pass e o Truque da Mala

O Shinkansen da Hello Kitty, que roda entre Osaka e Fukuoka. Sim, ele existe e sim, valeu. 🚄
Vamos ao ponto que mais gera compra errada: o JR Pass raramente compensa hoje. Ele custa ¥50.000 (uns R$ 1.500) na versão de 7 dias, classe ordinária, comprando no site oficial (por agência sai ¥53.000), e depois do reajuste de 2023 ele só se paga em roteiro que faz pelo menos três trechos longos de Shinkansen na mesma semana, tipo Tóquio, Kyoto, Hiroshima e volta pra Tóquio.
No roteiro clássico Tóquio, Kyoto e Osaka, comprar os trechos separados sai bem mais barato. Tóquio a Kyoto ida e volta custa cerca de ¥28.000, ou seja, metade do passe.
Antes de comprar qualquer coisa, coloque o seu roteiro na calculadora de tarifas do JR Pass. Leva dois minutos e é a diferença entre economizar e jogar mil reais fora.
E o truque que mais mudou a nossa viagem foi o takkyubin. É o serviço de entrega de bagagem que existe no país inteiro (o mais conhecido é o da Yamato, com o gatinho preto no logo). Você entrega a mala na recepção do hotel no check-out e ela aparece na recepção do próximo hotel no dia seguinte, enquanto você viaja leve.
Custa cerca de ¥2.500 (uns R$ 75) por mala grande de Tóquio pra Kyoto, e a faixa geral fica entre ¥1.600 e ¥3.700 dependendo do tamanho e da distância. Parece caro até você ver as escadas das estações japonesas. Muitas não têm elevador, e você vai carregar 23 kg no braço no meio da correria. Vale cada iene.
Um detalhe importante: como a mala chega no dia seguinte, separe numa mochila o que você vai usar naquela noite, como roupa pra dormir, escova de dente, remédio e carregador.
No Guia do Japão tem um guia só do Shinkansen, trecho por trecho, com os principais trechos e onde comprar.
5. Cartão de Transporte, o Primeiro Item da Chegada
O transporte japonês funciona com cartão IC, aquele que você recarrega e só encosta na catraca. O nome muda conforme a cidade onde você compra, mas todos funcionam no país inteiro:
- Suica e Pasmo, de Tóquio
- ICOCA, de Osaka e da região de Kansai
Não perca tempo escolhendo, pegue o da cidade onde você desembarcar. Além do trem e do metrô, ele paga máquina de bebida, konbini, armário de estação e boa parte das lojas, então é praticamente um cartão de débito de bolso.
Se você tem iPhone, a melhor opção é adicionar o Suica direto na Carteira do celular e recarregar pelo cartão de crédito, sem precisar de máquina nem de dinheiro vivo. No Android isso normalmente só funciona em aparelho comprado no Japão, então pegue o Welcome Suica físico no aeroporto, que é gratuito e feito pra turista.
Pra se achar, o Google Maps funciona muito bem no Japão, inclusive dizendo o vagão certo pra entrar e a saída certa pra usar. A parte confusa não é a cidade, é sair das estações gigantes. Shinjuku tem mais de 200 saídas, e é fácil emergir a três quarteirões de onde você queria. Anote o número da saída que o app indica e siga as placas por ele.
Se ainda ficou dúvida entre Suica, Pasmo e ICOCA, no Guia do Japão tem um ebook só dos cartões IC, explicando qual pegar, como recarregar e como usar no celular.
💳 QUERO O GUIA DO JAPÃO com o ebook dos cartões IC
6. Dinheiro, Cartão e o Japão que Ainda É Só Espécie

O corredor de toriis do Fushimi Inari, em Kyoto. Vá bem cedo se quiser essa foto sem gente. ⛩️
O Japão é um país tecnológico que ainda ama dinheiro vivo, e isso pega muita gente de surpresa. Templo, santuário, barraca de rua, izakaya pequeno e loja de bairro muitas vezes só aceitam espécie.
O que funcionou pra gente:
- Conta internacional pra pagar no cartão e sacar. Revolut, Wise e Nomad funcionaram bem. Compare a cotação na hora, porque elas variam entre si.
- Saque no caixa eletrônico do konbini. Os ATMs da 7-Eleven e dos Correios aceitam cartão estrangeiro e têm menu em inglês, e estão em cada esquina.
- Se achar um ATM da Aeon, melhor ainda, porque costuma não cobrar taxa de saque internacional.
Ande sempre com algum dinheiro no bolso. Não precisa levar uma fortuna do Brasil, porque sacar por lá com uma boa conta internacional costuma dar uma cotação melhor que casa de câmbio daqui.
💳 Abra sua conta na Wise pra usar o cartão no Japão sem levar dinheiro do Brasil
7. Etiqueta, o que Realmente Importa

O torii flutuante de Miyajima com a maré baixa, dá pra chegar perto a pé. 🌊
Eu cheguei com medo de fazer alguma coisa errada, e no fim as regras que importam de verdade cabem em quatro linhas:
- Não fale alto no transporte público. Trem lotado e em silêncio absoluto é a coisa mais japonesa que existe. Ligação, nem pensar.
- Não coma nem beba andando na rua. Comprou algo numa barraca, dê dois passos pro lado, coma parado ali e jogue o lixo no próprio lugar onde comprou.
- Não dê gorjeta. Não é bem visto, e em alguns lugares chega a constranger quem recebe. O serviço já é impecável e já está no preço.
- Leve um saquinho de lixo na mochila. Praticamente não existe lixeira nas ruas japonesas, e você vai acumular embalagem o dia todo. Descarte no konbini ou no hotel.
Essas são as que mais pegam, mas tem mais. No Guia do Japão tem um ebook de dicas e etiqueta com as regras e o porquê de cada uma, pra você chegar sem medo de errar.
⛩️ QUERO O GUIA DO JAPÃO com o ebook de dicas e etiqueta
Nos templos e santuários, pare no chozuya (aquela fonte de pedra da entrada) e lave as mãos antes de entrar. E se você curte guardar lembrança, compre um goshuinchô, o caderninho de carimbos. Em cada templo um monge escreve à mão a caligrafia do lugar, por cerca de ¥500. É a melhor lembrança que a gente trouxe.
Ninguém vai te repreender se você errar. O que encanta na cultura deles não é a regra, é o conjunto: o motorista de táxi de luva branca, a moça que corre atrás de você pra devolver o guarda-chuva, a fila que se forma sozinha.
< Momento breve para uma propaganda >
8. A Melhor Época pra Ir (e as Duas que Você Deve Evitar)

Sakura cheia no Ikuta Jinja, em Kobe. A gente foi em abril e pegou o pico. 🌸
Cada estação entrega uma coisa diferente, e não existe "a melhor" universal:
- Março e abril: as cerejeiras. É a alta das altas, tudo custa mais caro e tem mais gente, mas ver a sakura cheia é uma daquelas coisas que valem o preço. A gente foi em abril e pagaria de novo.
- Outubro e novembro: o momiji, as folhas vermelhas de outono. Clima ótimo, paisagem absurda e menos gente que na primavera. Se me perguntassem hoje, eu mandaria você nessa.
- Janeiro e fevereiro: neve no norte. É a época de Hokkaido, de esquiar e de onsen na neve.
- Julho e agosto: evite se puder. Chove muito e o calor com umidade é sufocante de verdade, não é frescura.
E anote os dois feriados que lotam o país inteiro, porque neles o preço dispara e tudo esgota:
- Golden Week, do fim de abril até o começo de maio.
- Obon, em meados de agosto.
9. Ver o Monte Fuji É uma Loteria

A Lawson mais fotografada do mundo, em Fujikawaguchiko, com o Fuji atrás. 🗻
Precisa dizer isso com todas as letras: o Fuji fica escondido nas nuvens boa parte do ano. Muita gente monta um dia inteiro em cima dele, chega lá e vê névoa. Vá sabendo que pode não aparecer.
Saindo de Tóquio, os dois melhores pontos são:
- Kawaguchiko, um dos cinco lagos ao pé da montanha, com a vista clássica do Fuji refletido na água.
- Fujiyoshida, da foto do pagode vermelho (o Chureito) com a montanha atrás, e daquela ladeira de rua comercial com o Fuji no fim.
Dá pra fazer as duas cidades num dia só se o tempo estiver curto, porque são vizinhas. Pra aumentar a chance, vá de manhã cedo, que é quando o céu costuma estar mais limpo, e prefira o inverno, quando o ar seco deixa a montanha visível com muito mais frequência que no verão.
Se não quiser se preocupar com transporte, tem um bate-volta pelo Klook que passa por Kawaguchiko, Oshino Hakkai e pela Lawson da foto aqui de cima.
10. O que Esgota e Precisa Ser Comprado com Antecedência

A varanda do Kiyomizu-dera, em Kyoto, no fim da tarde. Esse não precisa de ingresso antecipado, mas prepare-se pra companhia. 🏯
No Japão quase toda atração grande tem data e hora marcadas no ingresso, e cada uma abre a venda num momento diferente. As que realmente somem:
- Museu Ghibli (Mitaka, Tóquio)
- Ghibli Park (perto de Nagoya, e é outro lugar, com outra regra)
- teamLab
- Shibuya Sky
- Universal Studios Japan
- Tokyo Disneyland e Tokyo DisneySea
O conselho aqui é menos óbvio do que parece: você não precisa ir em todos. Escolha dois ou três que combinam com você, marque no calendário a data em que a venda de cada um abre e esqueça o resto. Tentar pegar tudo é o caminho mais rápido pra transformar a viagem num plantão de site.
Montei um post só com a data em que a venda de cada um abre, com o horário já convertido pro Brasil. E no Guia do Japão estão os links oficiais de compra de todas essas atrações, num lugar só.
11. Prepare o Corpo, Você Vai Andar Muito

Nem tudo é cidade. Tem escada de templo que vale por um treino. 🍃
Essa é a dica que ninguém dá e que todo mundo sente no terceiro dia. Você vai andar quase 20 km por dia sem perceber, e as estações japonesas têm escada pra tudo quanto é lado.
- Comece a caminhar algumas semanas antes da viagem. Parece exagero, mas não é.
- Leve tênis confortável e já amaciado. Não estreie sapato no Japão.
- Compre por lá os adesivos e emplastros pra dor (procure por Salonpas na farmácia, é japonês mesmo). São ótimos e baratos.
- Escolha sapato fácil de tirar, porque você vai descalçar em templo, restaurante tradicional e hospedagem o tempo todo.
E conte com o jet lag nos 2 ou 3 primeiros dias. São 12 horas de diferença pro Brasil, então o corpo leva um tempo. Não coloque a atração mais importante da viagem no primeiro dia.
12. Compras, e a Nova Regra do Tax Free (Novembro de 2026)

Dotonbori, em Osaka, à noite. Você entra pra ver e sai com sacola. 🏮
Todo mundo imagina que vai separar um dia pra compras. Não é assim que acontece, porque todo dia você passa na frente de uma loja, as farmácias estão em cada esquina, e você volta pro hotel com sacola todo santo dia. Dois conselhos práticos:
- Não vá com a mala cheia. Leve espaço sobrando, ou uma mala vazia dentro da outra.
- Garanta bagagem despachada na volta. Comprar despacho em cima da hora custa muito mais caro que contratar junto com a passagem.
Agora a parte que mudou e que quase nenhum guia atualizou ainda. O Japão devolve o imposto de consumo de 10% pra turista em compras a partir de ¥5.000 numa mesma loja no mesmo dia, mediante passaporte. Só que a forma de receber mudou a partir de 1º de novembro de 2026.
- Como era até 31 de outubro de 2026: o desconto saía na hora, no caixa. Você mostrava o passaporte e já pagava sem o imposto.
- Como é a partir de 1º de novembro de 2026: você paga o preço cheio na loja e pede o reembolso no aeroporto, escaneando o passaporte num totem antes de despachar a bagagem. Em sete aeroportos, Narita e Haneda incluídos, dá pra resolver pelo aplicativo Visit Japan Web.
A regra nova também facilita algumas coisas: acaba a separação chata entre "consumíveis" e "produtos gerais" (agora tudo soma junto pra chegar nos ¥5.000), some o teto de ¥500.000 em consumíveis e some a exigência de embalagem lacrada, aquela sacola que você não podia abrir até sair do país.
Fique de olho em dois cuidados: você precisa sair do Japão em até 90 dias depois da compra, e o que você abrir e usar ainda por lá não entra no reembolso. E, na volta, chegue mais cedo no aeroporto e não despache as compras antes de passar pelo totem.
Pra chegar na loja já sabendo o que procurar, o Guia do Japão tem a lista do que comprar no Japão, com +150 produtos de farmácia, beleza e mais, o nome em japonês pra mostrar no balcão, o preço e onde comprar cada um. O top 10 da farmácia, escolhido por quem já tem o Guia, está neste post aqui.
🛍️ QUERO O GUIA DO JAPÃO com a lista do que comprar no Japão
13. Onde Comer (e por que o Konbini Vira sua Melhor Amiga)

Golden Gai, em Shinjuku. Seis becos com mais de 200 barzinhos de cinco lugares cada. 🏮
Comer no Japão é a parte fácil. Praticamente tudo é gostoso, inclusive o que custa pouco, e a relação preço e qualidade é melhor que a do Brasil.
A grande surpresa é o konbini, a loja de conveniência (7-Eleven, FamilyMart e Lawson). Não é o que a gente entende por conveniência aqui, porque tem onigiri, sanduíche de ovo, macarrão, karaage, salada, sobremesa, tudo fresco, barato e realmente bom. Ele vai te salvar na volta pro hotel, cansada, sem vontade de procurar restaurante. Como tem um em cada esquina, nem precisa de hotel com café da manhã incluso.
Pros restaurantes, duas dicas:
- Muitos têm máquina de senha na entrada: você escolhe na tela, paga, pega o ticket e entrega no balcão, sem precisar falar nada.
- Se não entender o cardápio, use o Google Tradutor na câmera ou pergunte pra uma IA no celular o que é o prato, que resolve em segundos.
E não fique só nos lugares hypados do Instagram. Restaurante de bairro, sem fila e sem cardápio em inglês, foi onde a gente comeu melhor.
Pra não ficar perdida na hora da fome, o Guia do Japão tem a nossa lista de restaurantes e a lista do que comer, com o preço e onde achar cada prato. E se quiser um aperitivo, separei as 17 comidas favoritas da nossa viagem num post só.
🍜 QUERO O GUIA DO JAPÃO com a lista de restaurantes e do que comer
14. Onsen, o Banho Termal (e a Questão da Tatuagem)

O vapor de Owakudani, em Hakone. É daí que vem a água quente dos onsen da região. ♨️
O onsen é banho em água termal natural, e é uma das experiências mais japonesas que existem. Duas coisas importantes antes de você planejar:
Muito onsen ainda barra tatuagem, mesmo pequena. A associação histórica é com a yakuza, e apesar de isso estar mudando devagar, a regra continua de pé em boa parte dos estabelecimentos tradicionais. Se você é tatuada, procure por tattoo friendly onsen na cidade, ou reserve um banho privativo (o kashikiri), que resolve o problema e ainda é mais confortável pra primeira vez.
É mais quente do que você imagina. A água costuma ficar entre 40 e 44 graus. A gente não aguentou mais que 15 minutos, e uma vez foi o suficiente pra experimentar. Não monte a viagem inteira em torno disso.
Funciona assim: você se lava sentada no chuveirinho antes de entrar (o banho é pra relaxar, não pra limpar), entra sem roupa nenhuma e não deixa a toalha encostar na água. Se a ideia de banho público te trava, hospedagem com banho privativo no quarto existe e não é tão cara quanto parece.
15. Você Não Vai Conhecer o Japão Nessa Viagem

A gente e o Fuji, num dos poucos dias em que ele apareceu inteiro. 🗻
Esse é o conselho mais importante da lista, e é o único que não tem informação prática nenhuma. Você não vai conhecer o Japão em 10, 15 ou 21 dias, e tudo bem.
O erro mais comum de primeira viagem é montar um roteiro tão cheio que a pessoa passa o dia inteiro correndo de uma atração pra outra e volta pra casa exausta, com mil fotos e pouca memória. Vá com uma lista menor, coma mais, sente num banco de parque, entre numa loja aleatória, ande mais devagar.
O Japão tem uma característica meio cruel: ele já deixa você planejando a volta ainda no avião de ida. Então trate essa viagem como a primeira de várias, não como a única.
Antes de Fechar as Malas pro Japão
Duas burocracias rápidas que você resolve agora e não pensa mais nisso.
Sobre o visto, brasileiro está isento de visto pra turismo de até 90 dias, e a isenção foi renovada até setembro de 2029. A condição é ter passaporte biométrico (aquele com o chip, que é o modelo emitido no Brasil já faz anos). Confira a validade do seu com antecedência, porque tirar passaporte não sai do dia pra noite. O Japão já anunciou o JESTA, uma autorização eletrônica parecida com o ESTA americano, mas a previsão é que ele só entre em operação por volta de 2028.
Sobre a internet, não conte com wi-fi de hotel, porque você vai depender do celular pra mapa, tradutor e horário de trem o dia inteiro. Resolva com um eSIM contratado antes de embarcar, que já chega funcionando quando o avião pousa.
📶 Garanta seu eSIM pro Japão com a HOLASIM e use o cupom MOXILEIRA10 pra 10% de desconto
E se um post só já tem essa quantidade de detalhe pra decorar, imagina a viagem inteira, com qual trem pegar em cada trecho, qual cartão de transporte, o que comprar em qual farmácia, o que fazer em cada cidade dia a dia.
Foi exatamente por isso que eu montei o Guia do Japão, juntando tudo o que a gente aprendeu na prática em materiais prontos pra abrir no celular no meio do rolê. Lá dentro você encontra:
- 🚄 O guia do Shinkansen, o trem-bala, trecho por trecho
- 💳 O guia dos cartões de transporte (Suica, Pasmo e ICOCA)
- 💊 O guia dos remédios japoneses, com o que comprar pra cada coisa
- 📕 Os PDFs completos do Tokyo DisneySea, do Tokyo Disneyland e da Universal Studios Japan
- 🍜 A lista de comidas que provamos, com preços e onde achar
- 🗾 Roteiros de cidade dia a dia, história do Japão e as regras de etiqueta
🇯🇵 QUERO O GUIA DO JAPÃO COMPLETO e viajar com tudo organizado no celular
Por último, o seguro viagem. No Japão uma consulta simples já sai cara pra turista, e o seguro é o que te salva de uma conta absurda se acontecer alguma coisa longe de casa. É barato perto do valor da passagem e você contrata em cinco minutos.
Essas são as opções de seguro que eu indico. Vale fazer a cotação em mais de uma e comparar:
O Resumo de Tudo
Se você chegou até aqui e quer só o essencial, compre a passagem quando achar até R$ 6 mil, reserve 10 dias no mínimo, não compre o JR Pass sem passar na calculadora, pegue um cartão IC no aeroporto, leve dinheiro vivo no bolso, ande de tênis confortável e mande a mala pela frente quando trocar de cidade.
O resto o país resolve por você, porque é o destino mais organizado, mais seguro e mais fácil de se virar sozinha que a gente já visitou, e a barreira do idioma some no primeiro dia.
Me conta lá no @moxileira qual é a sua maior dúvida sobre o Japão, que eu respondo e às vezes ela vira post.
Até a próxima! 💗