Olá, moxileiros! Se tem uma parte da viagem que às vezes pode dar um nó na cabeça, é o aluguel de carro. Aparece um seguro que você não pediu, uma taxa de aeroporto que ninguém avisou, o combustível que precisa voltar cheio (senão vira multa)… Já passamos por tudo isso, e por isso resolvemos juntar aqui o que aprendemos na prática. 🚗
Nos últimos tempos alugamos carro em situações bem diferentes, como nos sete dias rodando o Nordeste, de Recife a Maceió, e na viagem pelos Estados Unidos onde pegamos o carro na Carolina do Norte e devolvemos no Tennessee.
Em viagens citadas acima, usamos a Discover Cars para comparar as locadoras antes de fechar – é o maior site de comparação de aluguel de carros do mundo, e onde encontramos os preços nessas ocasiões. Alguns links aqui são de afiliado, ou seja, se você reservar por eles ganhamos uma pequena comissão sem nenhum custo a mais para você. Mas pode ficar tranquilo: a indicação é a mesma que daríamos para um amigo, até porque, só falamos do que usamos de verdade. 😊
Reserve com antecedência (e fique de olho no preço até a viagem)
A regra mais simples e a que mais economiza: quanto antes você reserva, mais barato costuma sair. Para viagem dentro do Brasil, um mês de antecedência já ajuda bastante. Para fora, vale reservar com dois ou três meses, principalmente em alta temporada.
A sacada que pouca gente usa: reserve sempre numa opção com cancelamento grátis. Assim você trava um preço bom agora e, se aparecer algo melhor mais perto da data, é só refazer a reserva. Você nunca perde, só pode ganhar. 💸
Mas, sendo sinceros, nem sempre costumamos seguir isso 😅 e, no fim das contas, quase sempre conseguimos pegar preços aceitáveis reservando quase em cima da hora (desde que não seja altíssima temporada ou feriado). Como esses destinos turísticos dispõem de muitas empresas que oferecem esse serviço de locação, a concorrência é vantajosa para nós, clientes, e nos dá esse privilégio de conseguir achar opções em conta de última hora.
Compare sempre antes de fechar
Parece óbvio, mas é o passo que mais gente pula. O preço de um mesmo carro, na mesma cidade, nas mesmas datas, varia muito de uma locadora para outra. Em vez de abrir o site de cada uma, usamos um comparador, que mostra todas de uma vez e já ordena por preço.
Para isso usamos a Discover Cars, que reúne locadoras grandes (Localiza, Hertz, Budget e companhia) num lugar só. Sendo transparente, como sempre: nenhuma plataforma é perfeita, e o importante é sempre ler a política de combustível e a franquia antes de fechar, mas para nós ela tem sido a forma mais rápida de achar o melhor preço sem ficar abrindo dez abas. Costuma ter cancelamento grátis e a nota no Trustpilot (tipo um “Reclame Aqui” dos gringos) é alta.
E aqui vai a prova de que comparar vale a pena: pesquisamos exatamente o mesmo carro (um Chevrolet Equinox, SUV padrão), da mesma locadora (Alamo), para as mesmas datas em Los Angeles. Pela Discover Cars saiu R$ 633,51. Reservando direto no site da Alamo, R$ 708,83. É o mesmíssimo carro e locadora, cerca de R$ 75 (mais de 10% de desconto) mais barato pelo comparador. Olha lado a lado (tirei esse print em junho de 2026):

O mesmo carro, a mesma locadora: cerca de R$ 75 mais barato só por reservar pela Discover Cars.
👉 Compare os preços do seu destino na Discover Cars aqui.
Cuidado com o balcão do aeroporto
Pegar o carro no aeroporto é cômodo, mas quase sempre sai mais caro. As locadoras de aeroporto cobram taxas extras que podem deixar a diária bem mais salgada do que numa loja na cidade. ✈️
Nem sempre vale fugir dele (às vezes o custo do Uber até a loja na cidade, mais o tempo perdido, come a economia). Mas tente não contar com isso. Quando o destino tem uma loja urbana fácil de alcançar, retirar fora do aeroporto pode baixar bastante o valor.
A categoria econômica quase sempre é o melhor negócio
Aqui vai um exemplo real nosso. Em setembro de 2025 passamos sete dias rodando de Recife a Maceió, pegando e devolvendo o carro no próprio aeroporto do Recife. Reservamos pela Discover Cars e a Localiza apareceu com a melhor condição. E aconteceu o que acontece com mais frequência do que parece: reservamos a categoria mais baratinha, um Fiat Argo, e quando chegamos para retirar, ganhamos um upgrade de graça para um Citroën C3 Aircross, um SUV bem maior e mais confortável. 🚗
E não foi sorte de uma vez só: nos Estados Unidos a mesma coisa aconteceu. Reservamos de novo a categoria econômica (um intermediário) e fomos surpreendidos com um upgrade para um Hyundai Tucson, um SUV grande e novinho. Dois aluguéis, dois upgrades de graça. Tivemos sorte, mas não podemos reclamar. 😄

Reservamos o econômico e apareceu esse SUV! Upgrade de graça acontece mais do que parece. 🚗
É exatamente por isso que quase nunca vale a pena reservar uma categoria mais cara. A econômica já te atende na maioria das viagens, gasta menos combustível, e o upgrade às vezes cai no seu colo de brinde. Reservar grande só faz sentido se você realmente precisa do espaço (ou da tração, no caso de um 4×4 por exemplo).
Falando em números, porque gostamos de exagerar nos detalhes por aqui: a reserva dos sete dias ficou em torno de R$ 1.100, sendo que boa parte pagamos com um crédito acumulado na plataforma. A caução foi de R$ 1.000, que ficam bloqueados no cartão e são liberados depois que você devolve o carro sem problema. E como devolvemos no mesmo aeroporto onde pegamos, escapamos da taxa de devolução em local diferente, uma das cobranças que mais encarece a conta sem ninguém perceber. Esse roteiro completo do Nordeste está aqui no blog, se você quiser ver onde fomos. 🌴
🇧🇷️ Clique aqui para entrar em nosso grupo gratuito de WhatsApp sobre destinos nacionais!
Seguro: você talvez não precise pagar o do balcão
Essa é a parte onde mais gente gasta dinheiro à toa. Ao retirar o carro, o atendente quase sempre vai oferecer um seguro adicional, e pressionar um pouco. Antes de aceitar no susto, vale saber de duas coisas. 💳
Primeira: muitos cartões de crédito já incluem proteção para aluguel de carro de graça (vários Visa Infinite, Mastercard Black e Platinum têm isso). Se o seu cobre, você pode (geralmente deve) recusar o do balcão. É sempre melhor ligar para o seu banco ou ler os termos do seu seguro para confirmar antes de viajar… não deixe para fazer isso quando estiver retirando o carro, por exemplo.
Segunda: dá para contratar a proteção completa pela própria Discover Cars na hora da reserva, e costuma sair mais em conta que a do balcão. Foi o que fizemos nos Estados Unidos: contratamos a Full Coverage online (com franquia zero) e chegamos no balcão sem precisar pagar mais nada de seguro. Só fique atento a um detalhe importante: o atendente do balcão às vezes não conhece a proteção que você comprou online, então leve o comprovante impresso e não se deixe empurrar um seguro que você já tem.
E já que falamos em proteção: além do carro, vale também garantir um bom seguro de viagem para a pessoa (em muitos destinos ele é até obrigatório na entrada).
📃 Clique aqui para ver as melhores opções de seguro viagem!
< Não saia daí! Continue lendo >
IOF e caução: o que o brasileiro precisa saber para alugar fora
Aqui está o pulo do gato que quase nenhum guia em português explica. Alugar carro no exterior tem dois custos escondidos para nós, brasileiros:
O IOF. Toda compra internacional no cartão tem 3,5% de IOF em cima. Parece pouco, mas numa viagem soma. A saída é usar um cartão sem IOF (como os das contas globais tipo Nomad, Wise ou C6 Global) para pagar o aluguel e a caução. Só essa troca já economiza.
A caução. Toda locadora bloqueia um valor no seu cartão de crédito como garantia, e isso assusta quem não está preparado. Um exemplo real: quando alugamos nos Estados Unidos (pela Budget, reservado na Discover Cars), a caução foi de US$ 357,92, mais ou menos R$ 1.890 na cotação da época. 😬 Esse valor fica preso no limite do cartão durante toda a viagem e só é liberado uns dias depois da devolução. Ou seja: o cartão que você vai usar precisa ter limite folgado para aguentar a caução além dos seus gastos normais. Já viajou com o cartão no talo? Resolve isso antes de chegar no balcão.

Do desembarque direto pro volante: o shuttle da locadora leva você até o carro.
CNH e a tal da PID
Muita gente trava nessa dúvida: preciso de Permissão Internacional para Dirigir (a PID) para alugar carro fora? Depende do país.
Em alguns lugares da América do Sul (como Argentina e Uruguai), a CNH brasileira sozinha costuma resolver. Já em destinos como Estados Unidos, Europa e Japão, a recomendação é levar a PID junto com a CNH. Nos Estados Unidos, na prática, a maioria das locadoras aceita a CNH brasileira (que usa o nosso alfabeto), e foi o nosso caso: levamos a PID, mas ela nunca chegou a ser pedida no balcão. Na Albânia foi a mesma coisa.
Mesmo assim, o conselho é tirar. A PID não é tão barata, mas é rápida de tirar no Detran (em torno de R$ 250, com uns dias de prazo), e ela é o documento que te protege se você for parado pela polícia ou se acontecer um acidente. É aquele negócio que você espera nunca precisar, mas que faz toda a diferença na hora que precisa. 📄
Devolva sempre com o tanque cheio
Dica curta e que economiza na hora: a política mais comum é “tanque cheio na retirada, tanque cheio na devolução”. Se você devolver com menos, a locadora reabastece, mas cobra o combustível bem mais caro que o do posto, mais uma taxa de serviço. Encha o tanque num posto comum antes de devolver e guarde o comprovante. Ah, e não deixe para fazer isso na correria, hein? ⛽

Devolver com o tanque cheio é regra de ouro: o combustível do balcão é SEMPRE mais caro. ⛽
Fuja dos extras que inflam a conta
No balcão sempre aparecem os opcionais. GPS, cadeirinha, segundo condutor, e por aí vai. Quase todos dá para resolver mais barato:
- GPS: use o Waze ou o Google Maps no celular (no nosso carro do Nordeste rodamos a viagem toda com o Waze no painel, via Android Auto). E baixe o mapa offline antes, sério: em trechos como a Pisgah National Forest, nos EUA, o sinal de celular simplesmente sumia, e foi o mapa offline que salvou a viagem.
- Cadeirinha de criança: se você tem uma em casa e vai de avião, costuma compensar levar a sua (a maioria das companhias despacha cadeirinha de graça) em vez de alugar por diária.
- Condutor adicional: se só uma pessoa vai dirigir, não pague pelo segundo. Se forem dois, aí avalie, mas saiba que é uma taxa por diária.

Google Maps no painel via Android Auto. Pagar por GPS no balcão? Não precisa. 📱
Tire foto de tudo na retirada
Essa é a que mais salva da dor de cabeça no final. Antes de sair com o carro, dê a volta filmando e fotografando cada arranhãozinho, para-choque, roda e o painel (nível de combustível e quilometragem). Faça o mesmo na devolução. 📸
Parece exagero, mas é o que te protege de levar a culpa por um dano que já existia. Foi um hábito que pegamos justamente em viagens onde pegamos e devolvemos o carro em lugares diferentes (nos Estados Unidos retiramos numa cidade e devolvemos em outra), quando não dá para contar com o mesmo atendente lembrando do estado do carro.
E inclusive, nessa mesma viagem, havia um pequeno trinco no parabrisa do carro (que já estava lá), e percebemos que não tiramos nenhuma foto nítida disso – mesmo tendo tirado muitas fotos do veículo antes -, já que não havíamos percebido na hora de retirar o carro. Por sorte, eu estava gravando tudo para nosso canal no Youtube (é sério, clica aqui para assistir ao vídeo, foi uma viagem muito legal), e em um dos takes que fizemos na hora de retirar o carro, acabou aparecendo o trinco no vidro. Eles já estavam falando de nos cobrar por isso… 🥲
Bônus: a noite que dormimos no carro
Já que o assunto é economizar, vai um relato que resume bem a nossa filosofia de viagem. Pegamos esse Hyundai Tucson gigante em Asheville e saímos rumo ao Tennessee sem hospedagem reservada para as duas noites seguintes, atrás de mirantes, trilhas e, quem sabe, da aurora boreal (era uma noite de tempestade solar). Numa dessas noites, resolvemos dormir dentro do próprio carro. E aqui está a mágica da economia: uma diária de hotel nos Estados Unidos dificilmente sai por menos de US$ 50 a US$ 100. Ao dormir no carro, a diária que economizamos cobriu, sozinha, praticamente todo o valor do aluguel daquele dia. Ou seja, naquela noite o carro literalmente se pagou. Sendo honesto, não foi cinco estrelas: foi frio, ficamos com medo de deixar o aquecedor ligado a noite toda e acordamos um monte de vezes. Mas valeu cada centavo poupado, e ainda ficamos a poucos quilômetros de um avistamento de aurora. 🌌
🎥 Esse relato é exatamente o que mostramos no vídeo do YouTube acima. Clica aqui para assistir!

Nossa “suíte” por uma noite. Foi frio, mas pagou sozinha uma diária de hotel. 🌌

Espaço de sobra: deu até pra esticar e dormir lá dentro.
Recapitulando
Economizar no aluguel de carro não é sorte, é método. Reserve com antecedência e com cancelamento grátis, compare antes de fechar, fuja das taxas escondidas (aeroporto, seguro do balcão, devolução em local diferente, combustível, extras), e, se for alugar fora, resolva IOF, caução e PID antes de embarcar.
Quando for comparar para a sua próxima viagem, o jeito mais rápido que conhecemos é jogar as datas na Discover Cars e ver o que aparece.
👉 Compare os preços do seu destino na Discover Cars aqui.
Boa estrada, e qualquer dúvida manda para a gente! 🚗💨
Perguntas frequentes
A Discover Cars é confiável?
Sim. Ela funciona como um comparador e intermediário, reunindo locadoras conhecidas (como Localiza, Hertz e Budget) num lugar só. Tem nota 4,6 de 5 no Trustpilot, com mais de 200 mil avaliações, cancelamento grátis e suporte. Como em qualquer reserva, vale ler a política de combustível e franquia antes de fechar.

Confiança não se inventa, né?
Preciso de PID para alugar carro nos Estados Unidos?
Na prática, a maioria das locadoras americanas aceita a CNH brasileira. Mas a recomendação é levar a PID junto, porque ela é o documento que te cobre em caso de blitz ou acidente. É barata e rápida de tirar no Detran.
Vale a pena pagar o seguro do balcão?
Nem sempre. Muitos cartões de crédito já incluem proteção para aluguel, e dá para contratar a proteção completa online (pela Discover Cars, por exemplo) por bem menos que no balcão. Confirme o que seu cartão cobre antes de viajar e leve o comprovante da proteção que comprou online.
Como funciona a caução do aluguel de carro?
A locadora bloqueia um valor no seu cartão de crédito como garantia (no nosso aluguel nos EUA foi cerca de US$ 357). Esse valor fica preso no limite durante a viagem e é liberado alguns dias após a devolução. Use um cartão com limite folgado.
Qual a melhor forma de pagar para economizar no aluguel fora do Brasil?
Use um cartão sem IOF (contas globais como Nomad, Wise ou C6 Global) para fugir dos 3,5% de imposto sobre compras internacionais, tanto no aluguel quanto na caução.
Até a próxima! 👋